‘Não queremos outro Battisti’, diz Moro sobre extradição de espanhol condenado pelo massacre da rua Atocha

O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) disse que a política do ‘Governo do PR Bolsonaro’ é de não dar abrigo ou refúgio a criminosos de qualquer tipo. “Não queremos outro Battisti”, postou Moro em sua página no Twitter, em alusão ao italiano Cesare Battisti, acusado em seu País pela morte de quatro pessoas. Battisti viveu no Brasil durante décadas, até ser extraditado pelo governo Bolsonaro.
No Twitter, o ministro da Justiça se referiu à extradição de Carlos Garcia Juliá, espanhol acusado de terrorismo em Madrid no famoso massacre da rua Atocha.
O ataque a tiros, há 23 anos, resultou no assassinato de cinco pessoas e na tentativa de homicídio de outras quatro. O crime atribuído a um grupo de extrema direita ocorreu em 24 de janeiro de 1977. Comando armado invadiu um escritório de advocacia especializado em Direito do trabalho e que abrigava também militância do Partido Comunista no prédio 55 da rua Atocha. Juliá foi preso pela Polícia Federal em dezembro de 2018. Nesta quinta, 6, a Polícia Federal extraditou o condenado por terrorismo, sob ordem do Supremo Tribunal Federal.
A imprensa madrilenha deu amplo destaque à transferência do condenado.
“A extradição pelo Brasil do terrorista do Massacre de Atocha foi manchete nos jornais espanhóis. A política do Governo do PR @jairbolsonaro é de não dar abrigo ou refúgio a criminosos de qualquer tipo”, escreveu Moro.
“Não queremos outro Battisti. É uma questão de Justiça, simples assim”, concluiu.
O ministro da Justiça enfatizou. “Terrorista espanhol extraditado pelo Governo brasileiro após autorização do Supremo Tribunal Federal. Não há lugar ou abrigo para terroristas no Brasil”.
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Melhor Site de Notícias da Bahia. Direção Erasmo Barbosa.

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