Bolsonaro quer ‘batalhão governista’ para tentar bloquear retaliações do PSL

Um um embate interno no PSL, o presidente Jair Bolsonaro tem avaliado formar uma espécie de “batalhão governista” que consiga blindar a pauta legislativa de eventuais retaliações de integrantes de seu próprio partido ligados ao presidente nacional da sigla, deputado federal Luciano Bivar (PE).
Com 53 deputados, a legenda tem a segunda maior bancada na Câmara, ficando atrás apenas do PT.
Segundo auxiliares presidenciais, ao retornar de viagem pelo continente asiático, o presidente pretende se reunir, no Palácio do Planalto, com representantes das bancadas temáticas da bala, evangélica e ruralista para pedir apoio contra possíveis movimentos de boicote.
A ideia é tentar se antecipar a iniciativas de adversários internos que, em conversas reservadas, têm feito ameaças ao presidente após ele ter atuado pessoalmente para a derrubada do deputado Delegado Waldir (GO) do posto de líder do PSL na Câmara e retirado a deputada Joice Hasselmann (SP) da liderança do governo.
Em outra frente, o Palácio do Planalto irá intensificar uma aproximação com o que tem chamado de “direita moderada”. O esforço é buscar parlamentares de DEM, PSDB e PP, que têm diálogo com o governo, para tentar compensar a perda de apoio dentro do seu próprio partido.
Na terça-feira (22), antes de iniciar uma agenda de compromissos no Japão, Bolsonaro disse ainda que, em novembro, quer se reunir com a maior parte dos integrantes do PSL ligados a Bivar. A estratégia é de tentar atraí-los para o seu grupo, enfraquecendo o adversário.
“Vou expor minha experiência de 28 anos de carreira parlamentar. Eles embarcaram em uma canoa fantasma, aceitando promessas, como dou a lua. Isso serve para um casal de jovens, não para político com mandato de deputado federal”, disse.
O esquema de candidaturas laranjas do PSL, caso revelado pela Folha de S.Paulo em uma série de publicações desde o início do ano, deu início a atual crise na legenda e tem sido um dos elementos de desgaste entre o grupo de Bivar e o de Bolsonaro, que ameaça deixar o partido.
O escândalo dos laranjas já derrubou o ministro Gustavo Bebianno, provocou o indiciamento e a denúncia do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e levou a uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal a endereços ligados a Bivar em Pernambuco.
Nesta terça-feira, a disputa interna no PSL ultrapassou a esfera partidária, e as duas alas da sigla decidiram partir para uma ofensiva na Justiça. O pano de fundo é a tentativa de controle da legenda e de seu fundo partidário -que no final de 2019 pode chegar a R$ 110 milhões.
Compartilhar no Google Plus

Sobre Bahia Extra

Melhor Site de Notícias da Bahia. Direção Erasmo Barbosa.

0 comentários:

Postar um comentário