DO HORROR GERA O FUROR

Por Gustavo Kruschewsky 

O que faz mais mal às pessoas que vivem nas cidades brasileiras? É a “política”? Casos de assassinatos? Roubos? Furtos? Álcool? Drogas? Desemprego? Sistema de saúde precário? Educação Pública, mormente Municipal, desassistida? Pessoas ingratas? ou o sistema bancário? 
Assiste-se nesse mundo e notadamente no Brasil a “toda forma de horror”, desde a forma mais amena àquela altamente potencializada. As obras do pintor e artista famoso GOYA, que se reporta ao horror imaginário humano, são fichinhas aos acontecimentos reais humanos que nos trazem diariamente os jornais escritos, televisados e falados do nosso país. No campo “político”, encabeçando-se a lista, vê-se cenas a toda hora que retratam o desrespeito e a falta de amor total com os outros.
Os outros, incansavelmente em dia de eleições, dizem ao candidato que escolheu utilizando-se da linguagem do seu voto: vá e cuide da res pública – coisa pública -, aplique nossa riqueza em benefício de toda a coletividade municipal. Ele – o futuro mandatário – desdém! Faz-se de desentendido, porque já utilizou do gogó – pura mentira – dizendo em praça pública e em outros meios de comunicação, nas vésperas das eleições, que seria feito, depois de eleito, tudo aquilo que os mandantes precisariam para viver condignamente.
No exercício do “mandato”, com raríssimas exceções, preocupa-se quase que unicamente em malversar o dinheiro público; ocupa-se seguidamente em pedir ou dar propina, verdadeira corrupção, a fim de enriquecer a si própria e aos seus apaniguados, cultivando o crime através da tática do desdém, da mutreta, do papo furado e do cinismo desenfreado. O pior é que, já eleito, diz-se impotente arranjando desculpas e não resolve as mínimas questões pontuais que prometeu na campanha eleitoral as quais necessita a coletividade que lhe elegeu.
No campo “econômico-financeiro” assiste-se ao sistema bancário faturar mundos e fundos a custa de cobranças de taxas e juros altíssimos em que as pessoas têm que ficar adstritas a esse conjunto de elementos, sem chance de se desvencilhar dessa arapuca. A culpa é do próprio governo federal que não coíbe essa situação e deixa proliferar o “poder” bancário, aumentando a pobreza e a desigualdade no país. A questão dos juros que os bancos cobram é um jogo perverso! Deveria existir apenas em razão do próprio dinheiro impresso pelo governo cobrando uma taxa irrisória a cada pessoa só para arcar com as despesas da administração do banco. Já imaginaram, se todo mundo que tem dinheiro em banco, qualquer valor, fosse sacar ao mesmo tempo? Será que os bancos teriam esse dinheirão todo disponível para devolver aos “clientes”? É prudente que se leia o artigo em “Nova Era” da lavra de DAVID ICKE intitulado: dinheiro vindo do nada: saiba a verdade sobre o sistema financeiro mundial! Acesse: www.google.com.br – procure esse tema – e faça suas próprias conclusões.
No campo “social” especificamente, notícias dão conta que muitas criaturas humanas matam, furtam e roubam quando estão alcoolizadas e com os mesmos efeitos de outras drogas que se dizem ilegais; outras criaturas humanas cometem tudo isso de cara limpa em outros aglomerados sociais, levando diversas famílias a desgraças e outras infelicidades; agiganta-se o subemprego formando sub-munícipes em quase todo o país; acontecem acidentes de transportes, mormente por via terrestre e aérea, quase sempre por culpabilidade humana; vê-se gente morrendo em hospitais por falta de assistência médica; vê-se exemplo de gente sem a mínima gratidão ao outro que lhe deu a mão no momento de aflição; vê-se trabalhador público, mormente municipal, diminuindo o seu poder aquisitivo sem receber as reposições e reajustes nos seus salários por falta de respeito de “mandatários” inescrupulosos que sabem que dificilmente serão devidamente penalizados.
Acompanha-se, portanto, o mesmo sentimento de GOYA quando ele disse: “Eu já não temo as bruxas, nem os duendes, nem os fantasmas, nem os gigantes fanfarrões, não temo nada nem a ninguém, exceto os humanos”. Exatamente por causa de tudo isso que surge a todo o momento, na sociedade humana, o constante FUROR entre os “humanos”… Gustavo Kruschewsky é advogado e professor.

Extraído do Blog do Gusmão
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