ACM Neto acusa Rui de jogar contra o Brasil, a Bahia e de desrespeito a Conquista


Para ACM Neto, o governador, em respeito à Bahia, deveria buscar construir pontes e não afrontar o presidente da República
O prefeito ACM Neto (DEM) acusou hoje o governador Rui Costa (PT) de jogar contra o país, a Bahia e de ter jogado contra o povo de Vitória da Conquista, ao se ausentar, ontem, da festa de inauguração do aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, e vetar a presença da PM no local, durante coletiva à imprensa após ter assinado ordem de serviço para a reforma do prédio da Guarda Municipal, na Avenida San Martin. “Nós estamos num momento em que não dá para jogar contra o país. O governador está jogando contra o país, a Bahia e jogou contra o povo de Vitória da Conquista. Eu não. Jogo a favor. Quero que o Brasil dê certo. Se o grande beneficiário disso vai ser Bolsonaro é outra história, porque para mim o grande beneficiário é o povo, que não aguenta mais o desemprego, a violência, a crise social e eu vou continuar agindo desta forma”, disse Neto.
As declarações foram dadas depois que a repórter Fernanda Chagas, deste Política Livre, perguntou ao prefeito como ele via a acusação do líder do governo na Assembleia Legislativa, o petista Rosemberg Pinto, de que, após o evento de Conquista, o democrata havia deixado cair a máscara de líder do “bolsonarismo” no Estado. “Olha você mesmo acabou de dizer que isso vem de um líder do governo que estava efetivamente com muita dor de cotovelo, com um despeito enorme porque o governador, na minha opinião, errou redondamente em não ir à inauguração do aeroporto”, disse Neto, prosseguindo:
“A atitude dele (Rui Costa) foi uma atitude de desrespeito à população de Conquista. Eu posso falar isso. Com muita tranquilidade. Diversas foram as inaugurações com Dilma presidente, Wagner governador e ACM Neto prefeito em que eu estava presente. Senão com o prório Rui Costa, porque houve um momento de Dilma com Rui, me parece. Todas às vezes que a então presidente Dilma veio a Salvador para inaugurar alguma coisa relacionada à cidade eu estava presente. E algumas vezes tomei vaia, porque, claro, o ambiente era controlado pelo governo federal”, recordou.
O prefeito fez questão de chamar a atenção para o fato de que, numa solenidade com a presença do presidente da República, “quem comanda é o presidente, é assim em qualquer lugar do país. E eu estava ali (nos eventos com presidentes petistas), às vezes até mesmo enfrentando alguma vaia, alguma situação de desconforto político, em consideração ao povo da minha cidade, ao povo de Salvador. Eu acho que a ausência do governador foi uma atitude de extremo desrespeito à população de Vitória da Conquista”. Neto declarou que a sua presença na solenidade em Conquista foi especialmente em deferência à cidade.
“Fui deputado três vezess, muito bem votado em Conquista, tive uma participação fundamental no início do processo de garantia orçamentária para a construção deste aeroporto, com uma emenda de meu pai, feita a meu pedido, que foi a primeira peça orçamentária concreta, para viabilizar recursos para este aeroporto. Então, eu iria em qualquer circunstância, independentemente de o governador ir ou não, apenas adequei a minha agenda, mas havia manifestado desde o princípio o meu desejo de estar presente”, declarou, acrescentando:
“E quero dizer mais: o presidente da República, independentemente de qual seja o seu partido, deve ser respeitado na sua função institucional pelo governador e pelo prefeito. Eu posso falar, repito, porque assim procedi com Dilma Rousseff, do PT, encarando ambientes hostis, enfrentando vaias”. Neto acrescentou achar que o governador não foi à solenidade de ontem “com medo das vaias que ele tomaria lá, que não seriam poucas. Ele, naturalmente, está muito acostumado em só frequentar ambientes onde as pessoas são simpáticas a ele, porque são militantes do PT, e ontem não era esta realidade. Aí acho que ele ficou com medo de encarar a presença de pessoas que não fazem parte do seu pensamento político, mas penso eu que principalmente no desrespeito à população de Conquista”, disse.
O prefeito declarou que o governador tem que, por obrigação, respeitar a liturgia do cargo “porque isso faz parte da liturgia da função – respeito ao presidente da República, gostando ou não dele, concordando ou não com ele. Eu, por exemplo, em muitos temas eu concordo e em muitos outros discordo das opiniões do presidente. Não penso igual em tudo, não compartilho de todos os pensamentos. Quantas vezes o presidente me chamar eu estarei presente, seja de que partido for, no Planalto, aqui na Bahia”.
Ele também defendeu que o esforço dos governantes tem que ser no sentido de construir pontes com o governo de Jair Bolsonaro. “Penso que o esforço nosso para um governo que começou em janeiro, tem pouco mais de seis meses, tem que ser no sentido de construir pontes. Eu acho um absurdo o governador querer ou prolongar o palanque do ano passado ou antecipar o palanque de 2022. Não é hora de disputas políticas eleitorais. É hora de construir pontes. Imagino que o governo da Bahia precisa do governo federal, como a Prefeitura também. Hoje, por exemplo, tivemos publicada a SPA autorizando a licitação da segunda etapa do BRT. Eu tenho ido a Brasília quase toda semana, não vou lá para brincar, passar um dia, 24 horas, como sempre faço, para buscar recursos para Salvador e a interlocução com o presidente é fundamental”, declarou, observando que vai cultivá-la.
“Vou cultivá-la (a interlocução), eu quero que o Brasil dê certo. Nós estamos num momento em que não dá para jogar contra o país”, afirmou. Ele lembrou que o presidente afirmou, no evento de ontem, que não prejudicará o envio de recursos para a Bahia. “Eu, sem ter nenhuma atitude hostil em relação à presidente Dilma, porque todo mundo sabe que até o dia do impeachment eu não abri minha boca para falar nada, porque colocava Salvador em primeiro lugar – podem fazer a lembrança histórica que vocês vão ver o quanto respeitei a presidente no exercício do seu cargo – fui perseguido do primeiro ao último dia. Não estou querendo buscar culpa em nada, porque fui eleito para ser prefeito e não para ficar com o pires na mão, pedindo favor nem a governador nem a presidente. Mas é óbvio que construir pontes cabe a nós. Eu acho que o governador, ao invés de ficar querendo afrontar todo dia, como vem fazendo, ele deveria construir pontes para trazer coisas para a Bahia. Seria mais produtiva a ação do governador pensando no povo, tendo em vista que a eleição só daqui a três anos”, declarou.
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Sobre Bahia Extra

Melhor Site de Notícias da Bahia. Direção Erasmo Barbosa.

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