Sob tensão, PSDB elege Bruno Araújo, aliado de Doria, para presidir partido

Ex-deputado federal e ex-ministro Bruno Araújo (PE).

O ex-deputado federal e ex-ministro Bruno Araújo (PE), 47, foi eleito presidente nacional do PSDB na sexta-feira (31) em Brasília com o objetivo de colocar em prática as diretrizes do novo PSDB, engendrado pelo governador João Doria (SP), hoje principal líder do partido na ativa. Doria, que constrói a sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2022, foi recebido pela militância tucana aos gritos de “Brasil pra frente, Doria presidente”. Em um espaço de eventos, o governador paulista chegou acompanhado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), de quem se tornou aliado na articulação para aprovação da reforma da Previdência. Bruno Araújo sucede o ex-governador Geraldo Alckmin no comando do PSDB. Ele foi eleito em chapa única não porque todos os tucanos concordem com os rumos ditados por Doria, que prega renovação, mas porque caciques fundadores da sigla não conseguiram viabilizar um nome competitivo. O novo presidente do PSDB, assim como Doria, afirma que o partido será de centro -rejeitando o que consideram extrema esquerda e extrema direita. Ambos, no entanto, colaram suas campanhas no ano passado a Jair Bolsonaro (PSL), para surfar na onda conservadora que elegeu o presidente da República. Em Pernambuco, Araújo é conhecido como um político tradicional, pragmático e habilidoso nos bastidores. No ano passado, chegou a elogiar o ex-presidente Lula (PT) classificando o petista, cuja popularidade é alta no Nordeste, de “presidente excepcional”. Em 2015, ganhou holofote nacional ao proferir o voto que sacramentou, na Câmara, a admissibilidade do impeachment da ex-presidente Dilma (PT). Araújo é advogado e filho do ex-deputado estadual Eduardo Araújo. Em 1998, aos 26 anos, foi eleito pelo PSDB o deputado estadual mais jovem de Pernambuco. Nesta sexta, logo após sua eleição ao comando do partido, Araújo disse que o PSDB terá uma postura de independência em relação ao governo Bolsonaro e fará oposição quando achar necessário.
“[Teremos] uma posição de absoluta independência. Se for necessário, oposição nos momentos em que haja discordância, e há”, afirmou o tucano.
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Melhor Site de Notícias da Bahia. Direção Erasmo Barbosa.

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