Moro e Bolsonaro podem entrar em rota de colisão por Coaf

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) pode ser o primeiro foco de instabilidade na relação do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça Sérgio Moro. Moro defendeu, em publicação no Twitter, que o conselho seja mantido sob seu comando, como foi feito no primeiro dia do novo governo. "Há discussão no Congresso para ele voltar para a Economia. Respeitosamente, não é o melhor. O Min. Guedes não quer. Qualquer decisão será, por óbvio, respeitada, mas estamos conversando com os parlamentares para mantê-lo. No combate ao crime, integração é a chave", escreveu. 
Segundo a Folha, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que há negociações com parlamentares para o retorno do Coaf para o Ministério da Economia. As declarações foram feitas pelo presidente ao chegar à casa de seu filho mais velho, o senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), em Brasília, por volta de meio-dia. 
Na quinta-feira (25), Bolsonaro já havia dito que não se opunha em fazer esta mudança em troca do apoio de congressistas à medida provisória que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios. A medida caduca em 3 de junho. Se Bolsonaro não conseguir apoio parlamentar para aprová-la, terá que reestruturar o governo. Nas publicações seguintes Moro diz que o Coaf “estava meio esquecido no governo anterior, no Ministério da Fazenda” e com a troca ele ficou fortalecido.
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