Ibicaraí - Secretaria de Assistência Social faz encerramento das atividades do Mês da Mulher

Aconteceu na noite da última quinta-feira, 28 de março, nas dependências das Faculdades Montenegro em Ibicaraí, o encerramento das atividades em comemoração ao Mês da Mulher, realizada pela secretaria municipal de Assistência Social, sob o comando da Secretária Alesandra Brandão.
Foi organizada uma mesa redonda com as presenças de mulheres de vários seguimentos da sociedade, que debateram sobre a violência doméstica, com o tema Conhecer para Debater. A Psicóloga Thayse Pascoal fez a abertura dos trabalhos e falou das ações realizadas durante todo o mês de março, que visaram valorizar e homenagear as mulheres de um modo geral.
Thayse Pachoal, justificou a ausência da secretária Alesandra Brandão, pois a mesma, estava acompanhando a sua mãe que se encontra enferma, mas que fez questão de parabenizar a todas as mulheres, reforçando assim, o compromisso de fazer com que cada uma seja sempre muito bem representada e valorizada no desempenho de suas funções.
Em seguida a advogada Tyara Georgiana Correa Varjão, representando a igreja Adventista do 7º Dia, convidou a todas as mulheres presentes, para unidas pedirem a Deus, proteção para todas as mulheres que vivem enfrentando o problema da violência doméstica.
A programação teve sequência com uma dinâmica apresentada pela Assistente Social Stephany Souza, que propôs um exercício de relaxamento para as mulheres, poderem adentrar nas discussões sobre o assunto "violência doméstica" sem nenhum preconceito.
Em seguida o Assistente Social Otávio Mateus, discursou sobre as demandas enfrentadas no campo e as dificuldades encontradas por várias mulheres que são assistidas pelo CREAS e pelo CRAS, que chegam a 40% dos casos envolvendo violência doméstica.
A psicóloga Karlyne Silva falou sobre os jargões populares, que existem, como “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, que acabam impedindo muitas vezes, uma prevenção mais eficaz por parte da sociedade, bem como da vizinhança, que convive de perto com casos, que na maioria das vezes, poderiam ser evitados.
Na sequência, a Soldado PM, Katianne Cabral Nunes Mattos, representando a 63ª CIPM, abordou a importância de as mulheres conhecerem as leis que visam proteger e assegurar os seus direitos, bem como, punir os agressores, estabelecendo assim, uma situação de segurança para um novo recomeço, após as primeiras agressões ou ameaças.
A Missionária Gesmary Trindade dos Santos Mota, representando a Igreja Evangélica Avivamento da Fé, falou sobre a importância das mulheres usarem os seus direitos, não para se tornarem vulgares, mas, para se auto respeitarem, fazendo se assim, respeitadas perante uma sociedade machista, mas, que tende a reconhecer o valor de uma mulher que não se acovarda diante das dificuldades, no seu trabalho do dia a dia, junto à sua família, para que a sua força seja reconhecida.
A Coordenadora do CRAS, Joilda Andrade, falou sobre os casos de estupros ocorridos em nossa cidade, que por muitas vezes acabam sendo encobertos pela falta de denúncias, trazendo dessa forma consequências danosas física e emocional para as vítimas desse crime hediondo.
Priscila Carvalho, Recepcionista do CRAS, usou da palavra para citar sua própria experiência, citando seu primeiro relacionamento, onde afirmou ter sido vítima de violência doméstica, tanto física, quanto emocional. Falou também das dificuldades e barreiras que a mulher enfrenta quando tenta se livrar do compamheiro ou marido agressor.
A vice-prefeita Adriana Assis, relatou a experiência de uma amiga que conviveu com uma situação semelhante e que teve que ser amparada e acolhida, demonstrando como infelizmente é corriqueiro esses acontecimentos em nosso município. Adriana falou ainda da importância de cada mulher se fortalecer, unindo-se uma as outras que para criar um ambiente de confiabilidade, para que juntas possam tomar as devidas providências.
A Advogada Tyara Georgiana Correa Varjão, falou das leis que hoje dão uma maior proteção às mulheres, citando inclusive a Lei Maria da Penha, mas que, mesmo assim, algumas mulheres foram assassinadas pelos companheiros, pois elas nao denunciaram a violência que sofriam.
Falou também sobre a dificuldade de vizinhos interferirem em casos de violência doméstica, por conviverem sempre ao lado dos agressores.
A Psicóloga Thaísy Pascoal, abordou o tema sobre a maneira das mulheres se vestirem, lançando o questionamento se esse também seria um dos motivos de abuso sexual?
As participações foram encerradas pela cantora mirim Raquel Vitória, da igreja evangélica Assembleia de Deus Ministério de Botucatu, que cantou uma linda canção em homenagem as mulheres.
Ao término do evento, foram distribuídas rosas vermelhas, para todas as mulheres presentes e servido um delicioso coquetel.

Assessoria de Comunicação – Ibicaraí
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