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REENCONTRAR AMIGOS SIGNIFICA REENCONTRAR A NÓS MESMOS

Esse foi o VI Encontro dos Filhos e Amigos, de Ibicaraí, e continua com momentos de emoções intensas. A festa aconteceu em nossa cidade, Ibicaraí, Bahia, no dia 17 de novembro, e o motivo principal, foi celebrar o reencontro dos antigos amigos, gente que nasceu na cidade, gente que veio passear e ficou morando na cidade, gente que se tornou amigo de Ibicaraí. Foi um reencontro de amizades de infância, amigos do primário, amigos da vida. O amigo Waldir Montenegro, carinhosamente chamado Boró, é o responsável por realizar esses encontros, que a cada ano torna-se melhor, mais gratificante, com mais amigos, com um ambiente mais festivo. Uma festa linda e muito animada! A alegria de cada abraço era uma mistura de sentimentos, sobretudo, de saudade entre os colegas que não se viam há muitos anos. Foram muitas conversar, risadas, danças, histórias relembradas, e gargalhadas das peripécias da infância e adolescência. Mesmo, a festa começando as 10 hrs da manhã e terminando por volta das 23:30, não deu tempo de por o papo em dia.
Tivemos a grata surpresa de encontramos nossas professoras do primário, do ginásio, eu mesmo vi a minha professora Edinha Caxingó, uma querida, que continua linda e alegre. Foi um momento único, um momento em que percebemos a saudade que temos dos amigos, de tudo o que vivemos juntos, mas, principalmente de quem formos. A lembrança de nós mesmo, em uma versão antiga e simples, ingênua. Percebemos ter saudade de coisas que nem lembrávamos mais, pequenas passagens de nossas vidas, que estavam adormecidas na memória, assuntos que contados, nos tiraram grandes gargalhadas. Pequenos incidentes que viraram anedotas, mas que os amigos nos relembram e que gostamos de ouvir. E é nesse momento, que olhamos uns para os outros e observamos a passagem do tempo no rosto e, nos relatos de experiências de cada um. Por momentos esquecemos nossos dramas e a vida lá fora, esquecemos as dificuldades do cotidiano, esquecemos que somos adultos e nos apegamos a um passado que nos faz tanta falta, que nos fez tanto bem e que nos deixa tão cheios de saudade. A vida nos trouxe novos momentos, novos caminhos, novas cicatrizes visíveis ou não, mas alí, no Encontro, por um momento, tivemos a sensação de que o tempo não passou. De que no hiato de anos permanecemos os mesmos, independente dos rumos e feições adquiridos.
Por um instante, ficou remoto o tempo presente e votamos a ser as meninas e meninos que passeávamos na praça Dr. Henrique Sampaio, dos bailes do Clube do Comerciário, dos carnavais, dos desfiles de Sete de Setembro e do dia da cidade, dos barzinhos com a turma e do namoro escondido. Por um momento, somos novamente os adolescentes de antes e nos perdemos no abraço apertado, no beijo do rosto, nas mãos que se afagam e percebemos que o tempo não passou, pois a amizade, mesmo seguindo caminhos diferentes, é eterna. E começamos a notar que, cada um que encontramos, virou um irmão ou uma irmã da vida, nada mais que isso. Alguém pode falar: Poxa, Maria, isso é nostalgia, pieguice, você ficou velha e muito sentimental! Pode ser. Mas o fato é que estar ali, rodeada de amigos antigos, de lembranças vividas, de alguma forma me conectou com à menina que fui numa época de incertezas e indefinições em relação ao futuro, ao hoje. E rever todos nós, vencedores na vida, pais e mães, avós, realizados profissionalmente, me encheu de alegria, de bem estar, de tranquilidade, por saber que somos todos fortes. Mesmo faltando alguns amigos nesse Encontro, precisamos entender que para um evento desse porte funcionar de verdade, é necessário que suja um guerreiro de nome Borò, que deixa de lado seus afazeres do dia e se dispõe a juntar as pessoas que moram longe, que vivem em outros Estados, cidades, Países. E essas pessoas, precisam se programar, deixar a razão de molho, ignorar os custos, às distâncias, o cansaço e se predispor a reviver momentos que se foram há muito tempo e olhar nos olhos dos amigos mais queridos e dizer: Poxa, que saudade eu tenho de você.
Reencontrar amigos é reencontrar nosso referencial, o pedaço de nossa história. Requer coragem, pois implica deixar o instinto de auto preservação em casa e se arriscar. Nesses encontros nos reabastecemos do amor que nos faltava, o sentimento embaralhado ao rever as antigas ruas que andávamos, a velha casa que morávamos, esbarrar num antigo amor ou mesmo pegar aquela receita que a mãe da amiga fazia quando íamos estudar na casa dela. Cada reencontro é uma poesia, um encantamento que sentimos por aqueles que se deixaram cativar. Apesar de todo o cansaço, dos dois dias de festa, voltamos para casa leves e certamente agregando partes de nós mesmo sobe o olhar generoso e cúmplice de cada amigo presente no evento. Pois, como dizia o poeta: As coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão..."

Por: Maria Reis Gonçalves (Tia Nem) 
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