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Acusado de incendiar casa e matar 4 filhos e bebê é condenado a 112 anos de prisão por júri popular

Foto: Reprodução/TV Subaé

O homem acusado de atear fogo na casa onde morava e matar os quatro filhos e a enteada que estava grávida, em Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, foi condenado por júri popular a 112 anos de prisão, nesta quinta-feira (10). O Julgamento, que durou 11 horas, ocorreu um ano e quatro meses depois do crime, em janeiro de 2017. O julgamento de Gilson Jesus Moura teve início às 9h e foi encerrado às 20h e foi presidido pela juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri da Comarca de Feira de Santana. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) havia pedido a condenação do acusado por homicídio triplamente qualificado e também por tentativa de homicídio contra uma filha, que sobreviveu ao ataque. O órgão também pediu condenação por tentativa de feminicídio contra a esposa do acusado, outra sobrevivente do atentado. A promotora Semiana Cardoso classificou o crime como "muito cruel" e disse as provas eram suficientes para condenar o suspeito.
Foto: Reprodução/TV Subaé
Chacina

O crime ocorreu no dia 4 de janeiro de 2017. O suspeito foi preso dois dias depois do crime e confessou a chacina. A enteada do suspeito, o bebê que ela esperava, o filho dela, de um ano, e três filhos do suspeito, de 8, 9 e 13 anos, morreram na tragédia. A mulher dele, de 37 anos, e uma criança de 3 anos, filha do casal, conseguiram escapar da casa incendiada. Após ser preso, Gilson relatou que pode ter tido um surto e que, por isso, incendiou a casa. A polícia, no entanto, acredita que o crime tenha sido premeditado. Gilson e a mulher estavam junto há 15 anos e, segundo a polícia, tinham brigas constantes por causa dos ciúmes dele. Na noite do crime, conforme a investigação, o casal brigou porque a mulher estaria dançando em uma festa de réveillon. A polícia disse que essa discussão pode ter motivado o crime. Há dez anos, conforme a polícia, o homem deu duas facadas na mulher depois de uma briga por ciúmes e quebrou objetos em casa. 
Foto: Reprodução/TV Subaé

Gilson, no entanto, negou em depoimento qualquer desavença com a família e insistiu que não teve motivos para matar a família. Ele disse à imprensa que comprou o galão com cinco litros de gasolina para colocar na moto da mulher. De acordo com a polícia, após cometer o crime, Gilson fugiu para a cidade baiana de Capim Grosso de carro. Depois, deixou o carro na cidade, e foi para Jacobina, no norte do estado. Ele também passou pela cidade de Irecê, no centro-norte, antes de retornar para Campim Grosso e Feira de Santana. Conforme a polícia, ele teria voltado à cidade da chacina para vender o carro e, com o dinheiro, fugir para outra cidade. O suspeito disse, no entanto, que voltou para se entregar. Gilson não tinha até então nenhuma passagem pela polícia. Após a chacina, ele passou a responder por por cinco homicídios consumados, duas tentativas de homicídios e um aborto - pois uma vítima estava grávida. A polícia também descartou a participação de outra pessoa no crime ou mesmo ajuda de terceiros para que o suspeito fugisse após a chacina. (G1/Ba)
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