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O corpo da sambista Dona Ivone Lara será velada nesta terça-feira (17) na quadra da escola de samba Império Serrano

A sambista Dona Ivone Lara, 97 anos, morreu na noite desta segunda-feira (16), no Rio de Janeiro, após passar três dias internada. A cantora no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon.

Dona Ivone Lara estava com quadro grave de anemia e precisou receber doações de sangue. 

Ícone do samba, mesmo nos dias de fraqueza, ela não deixou a música de lado, relatou a nora Eliana da Costa ao G1. "Ela estava sempre procurando um caderninho pra escrever uma música, estava sempre cantarolando pro neto. Até a última semana ela estava super bem, com a cabeça ótima. Ela estava muito fraquinha, mas a cabeça estava ótima", contou.
O corpo da sambista será velada nesta terça-feira (17) na quadra da escola de samba Império Serrano.

Vida na música
Um dos maiores sucessos de Dona Ivone Lara é "Sonho Meu", regravado por Maria Bethânia e Gal Costa. 
Ela se formou em Enfermagem e Serviço Social, com especialização em Terapia Ocupacional, e foi uma profissional na área até se aposentar em 1977. Foi a partir daí que ela passou a se dedicar totalmente à carreira artística.
A cantora perdeu os pais, que também eram músicos, na infância, e foi criada pelos tios, com os quais aprendeu a tocar cavaquinho e a ouvir samba. Ainda criança compôs sua primeira música: Tiê, inspirada em um passarinho que ganhou. Por muitos anos ela sofreu preconceito por ser mulher, e viu suas composições serem assinadas por seu primo. Aos 25 anos, se casou com Oscar Costa, filho de Afredo Costa, presidente da escola de samba Prazer da Serrinha.
Nessa escola de samba ela conheceu seus futuros parceiros de composições, como Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira. Ivone foi a responsável pelo samba "Nasci para sofrer", que se tornou hino da escola.
Após a fundação da escola de samba Império Serrano, em 1947, ela começou a desfilar na ala das baianas e compôs o samba “Não me perguntes”, e se consagrou com "Os cinco bailes da história do Rio", em 1965. Em 2012, ela foi homenageada pela escola, com enredo "Dona Ivone Lara: o enredo do meu samba".
Entre seus principais sambas estão: “Alguém me avisou”; “Acreditar”; “Tendência” Mas quem disse que eu te esqueço”, “Samba”, “Minha raiz”; “Sorriso de criança”; “Sorriso negro”; “Sonho meu” e “Minha verdade”.

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