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VASCO VIRA SOBRE O FLU NOS ACRÉSCIMOS E VAI À FINAL CONTRA O BOTAFOGO

                             Fabrício comemora o gol da virada do Vasco sobre o Fluminense.

O Vasco não desistiu. Batalhou até o final e, em um jogo emocionante contra o Fluminense, superou o rival, de virada, por 3 a 2, no Maracanã. O cruz-maltino conseguiu a classificação – com um gol de Fabrício nos acréscimos – para a final do Carioca e agora terá pela frente dois jogos contra o Botafogo para definir quem fica com o título do Estadual-2018.
Com a eliminação do Fluminense, os campeões da Taça Guanabara e da Taça Rio ficam fora da decisão da competição e assistirão aos rivais batalharem pelo troféu.
Como o jogo do Fluminense, que entrou com a vantagem do empate, depende muito do que acontece nas extremidades do campo, Zé Ricardo resolveu matar a saudade de escalar dois laterais pela direita – Rafael Galhardo e, como meia, Yago Pikachu. Foi o antídoto do treinador cruz-maltino para neutralizar um dos destaques tricolores na temporada, Ayrton Lucas. Especialmente no primeiro tempo, deu certo. O Vasco conteve a volúpia tanto de Gilberto quanto de Ayrton, ainda que o ala-esquerdo tenha conseguido um bom chute (com o pé direito).
A escalação dobrada de laterais ainda deu certo porque foi Pikachu o artífice do primeiro gol vascaíno. Em um raro momento de atuação pela esquerda, ele partiu para o drible sobre o volante Richard, conseguiu uma caneta seguida por um cruzamento. O zagueiro Renato Chaves afastou de forma tosca e deu um presente a Giovanni Augusto, que voltou a jogar após um mês no departamento médico. Por “educação”, o meia aceitou de bom grado a entregada do zagueiro e abriu o placar.
O gol deu uma chacoalhada no Fluminense, que até então tinha dificuldades para criar, defendia-se mal e não estava achando espaço na marcação vascaína. O caminho mais natural foi apurar a articulação pelas pontas. Como o lado de Gilberto estava menos congestionado, já que a dobradinha dos laterais freava Ayrton Lucas, o tricolor passou a levar perigo pela direita. Em um desses lances, o camisa 2 tricolor deixou Fabrício na saudade apenas com o jogo de corpo. Ginga pura. A ida à linha de fundo deu condição a um cruzamento preciso para Pedro. O atacante do Fluminense limitou-se a dar um tapa na bola, empatar o clássico e fazer reverência à torcida pela sétima vez no Carioca-2018: ele é o artilheiro do Estadual. A fase é ótima.
Se sofrer o primeiro gol trouxe o Fluminense para o clássico, com o Vasco aconteceu o inverso. O time se perdeu, ficou mais desorganizado e viu o rival crescer de produção – agora não só nas investidas pela ponta, mas também na criação de espaços pelo meio. Sornoza subiu de produção, passou a distribuir o jogo e, já no segundo tempo, fez o gol da virada em uma cobrança de falta. O equatoriano não obedeceu o manual, não pegou “na veia”. Nem precisou. O chute despretensioso ganhou caminho livre no meio da barreira do Vasco, que abriu. Martin Silva, coitado, só pôde lamentar e ficar estático ao ver a bola triscar a trave direita e morrer na rede.
Precisando da virada, o Vasco ficou mais arrojado. Zé Ricardo desistiu da dupla de laterais e sacou Rafael Galhardo para colocar Ríos. Além disso, Wagner saiu para a entrada de Paulinho. Foi a substituição que recolocou um tempero na partida, já que o jovem atacante vascaíno fez uma ótima jogada individual perto da meia lua e acertou um chute no canto. Júlio César, que nesta quinta-feira não esteve tão bem quanto na decisão da Taça Rio, só olhou a bola entrar.
O empate deixou o jogo mais vivo. Paulinho não parou no chute do empate e passou a chamar mais o jogo. Ao mesmo tempo, o Fluminense tinha no tabuleiro a chance de contra-atacar, sobretudo quando o setor de ataque ganhou fôlego novo com a entrada de Pablo Dyego.
Como o futebol tem muitas ironias. O esforço vascaíno até o último minuto foi recompensado e quem vestiu a armadura de herói foi Fabrício, aquele mesmo que falhara no primeiro gol do Fluminense.
– Amassei a bola hoje, errei dos lances ali. Tava jogando mal o jogo inteiro. Mas vontade, garra e determinação não pode faltar. A equipe está de parabéns, é sofredora, batalhadora. Eu olhei para dentro da área e pensei: vou bater cruzado – explicou o lateral-esquerdo, autor do terceiro gol, aos 49 minutos do segundo tempo.
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