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AMORES QUE MATAM!

Por: Maria Reis Gonçalves (Tia Nem)

 Costumamos ouvir, de maneira geral, que o amor tem a capacidade de mover montanhas, e isso nos faz querer conhecer um amor que tenha competência para modificar o nosso mundo. No entanto, por mais que venhamos a analisar o amor, nunca poderemos definí-lo totalmente. Existem os amores que são uma tormenta e os que são um idílico sem fim, tudo vai depender da maneira que o casal se comporta diante do sentimento que começa a nutrir um pelo outro. Cada ser humano tem a sua própria ideia do que seja o amor, e infelizmente, nem sempre essas ideias são sadias, muitas são equivocadas o que pode transformar o relacionamento em uma verdadeira armadilha perigosa, na qual a vida perde todo o sentido. No dia a dia, temos observado casos em que o amor é confundido com dependência, fazendo com que as relações fiquem tóxicas. Essa é a primeira demonstração que a pessoa tem a sua autoestima muito baixa e tende a acreditar que é preciso ir em busca de um amor fora de si mesmo, ainda que isso custe a sua dignidade.

No entanto existem relações recheadas de bom humor, alegres, dinâmica, bem movimentada. Claro que um casal, onde convivem juntos pessoas que foram criadas totalmente diferentes, vai surgir alguns conflitos, isso é natural, no entanto, esses conflitos terminam por divertir os dois, pois, são absorvidos como aprendizados e lições a não serem repetidas no futuro. Ao contrário dos amores trágicos, o relacionamento baseado no respeito, admiração, confiança e bom humor, leva o casal a usufruir momentos agradáveis e de grande durabilidade. Já os relacionamentos possessivos, ciumentos, cheios de agressões e desprovido de bom humor, a relação fica sombria, pesada, cheia de momentos dramático e drástico e que pode se tornar doentio. Existem sinais que podem nos alertar para um relacionamento doentio, tais como a possessívidade, a manipulação, ciúme desmedido, a falta de respeito, a dependência, insegurança, maus tratos, a desqualificação, etc. O que temos na verdade, é a incapacidade que a pessoa tem de não acreditar que possa ser amado e nem aceito como é, e começa a jogar o jogo da submissão ou mesmo da dominação, para tentar controlar o outro e, assim, obter afeto e atenção.
Como nos livrarmos desse amor doentio e que mata? Não é segredo, muita gente sabe que antes de amarmos alguém, precisamos amarmos a nós mesmo. Precisamos ter consciência de que a fonte do amor está dentro de nós, e não no outro. Quando passamos a compreender essa máxima, começamos a perceber que independente de quem venha a ser importante em nossa vida estaremos bem, porque somos capazes de nos dar carinho, cuidado, aceitação de quem somos e do que precisamos. Não devemos nunca colocar a nossa fonte de estima em outra pessoa, pois só a ideia de ficar sem ela, pode nos devastar e, com isso, terminamos por fazer qualquer coisa para preservar a pessoa junto a nós. Portanto, lembre-se que não vale a pena passar por qualquer sofrimento só para ter o amor de alguém. Você só precisa entender que é merecedor de todo atenção, carinho e amor, sendo exatamente como você é, sem mendigar por atenção. Quando você é seguro de si mesmo passa a irradiar um encanto, uma luz, totalmente e verdadeiramente irresistível. Por isso, comece por se amar totalmente, comece a valorizar-se, a ser dona da sua vida, a não aceitar nada que seja menos do que você merece, quando isso acontecer, você notara que irá atrair o seu amor verdadeiro, o amor que você sempre buscou, o amor que te aceita com suas falhas e virtudes. O amor que você estava procurando para sua vida.
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