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Trump ameaça cortar ajuda de quem votar contra Israel na ONU

O presidente, Donald Trump, mandou um recado claro ao mundo na quarta-feira (20). Ele poderá cortar a ajuda dos EUA aos países que votem na ONU uma resolução condenando o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel. Uma reunião de emergência foi convocada pelos países islâmicos para esta quinta, com o objetivo de tratar do assunto. Em uma declaração feita na Casa Branca, Trump avisou: “todas estas nações tomam de nós centenas de milhões de dólares e até bilhões de dólares, e depois votam contra nós. Bem, estaremos observando estes votos. Deixa eles votarem contra nós, vamos economizar bilhões”. 
Isso incluiria o Brasil, que vem ficando sistematicamente contra Israel. Os 193 países da Assembleia Geral da ONU irão reunir-se amanhã para tratar sobre Jerusalém. O objetivo seria mostrar que os EUA e Israel estão sozinhos, mas nenhum país tem direito de veto nesta reunião. Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, na segunda-feira, Washington exerceu o seu direito de veto após os 14 outros países-membros votarem para que os EUA cancelassem o reconhecimento de Jerusalém e que qualquer decisão sobre a cidade deveria ser negociada com os palestinos. Trump, na verdade, reiterou o que disse na terça-feira, Nikky Haley, a Embaixadora dos EUA nas Nações Unidos. Em carta enviada a dezenas de estados-membros, incluindo delegações europeias, alertou que seus votos seriam observados atentamente pelos Estados Unidos. Enfatizou que nenhum outro país poderia lhes dizer onde os americanos deveriam colocar a sua embaixada.
O gesto tem sido visto como uma medição de força diplomática, sobretudo contra os países islâmicos. Liderados por Erdogan, presidente da Turquia, no dia 13 a Organização para Cooperação Islâmica decidiu reconhecer Jerusalém como capital da Palestina. Também anunciaram que farão um esforço para que os palestinos tenham um Estado reconhecido pela ONU, o que forçaria uma posição oficial sobre a capital. A postura dura dos Estados Unidos pode resultar em sanções a quem ficar contra Israel. Após Trump ter decidido em outubro a saída do seu país da UNESCO, foram acompanhados por Israel. Com informações das agências
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