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Relatório médico atesta lucidez de Mãe Stella, afirma psicóloga

Em resposta às acusações feitas por familiares e filhos do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá em relação ao comportamento com a ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, 92 anos, a psicóloga Graziela Domini constatou, em cópia do relatório médico, que a sacerdotisa está lúcida e orientada, e uma procuração registrada no 12º Ofício de Notas, sob a responsabilidade da tabeliã Tarsila Aguiar Borges, que atesta que as decisões médicas envolvendo o estado de saúde da líder religiosa serão tomadas em conjunto com Graziela. Familiares e filhos do terreiro protocolaram na Justiça uma ação contra Graziela e que eles reivindicam o retorno ao terreiro da ialorixá, levada por Graziela até Nazaré, no Recôncavo baiano, onde a psicóloga tem parentes. 
Graziela enviou ainda uma procuração que passa os direitos autorais das obras publicadas e das que vierem a ser publicadas para Graziela após a morte da líder religiosa. “Jurei, enquanto psicóloga, a ajudar as pessoas a equilibrarem suas almas e, como sacerdotisa, tenho obrigação de compreender as fraquezas humanas. Mas compreender não é aceitar”, escreveu Graziela, em carta em que rebate item por item as acusações feitas pela comunidade do Afonjá. Na carta, ela pede ainda providências por parte dos filhos e filhas da casa e do Conselho e afirma que a situação está impactando de forma muito negativa a saúde de Mãe Stella. Já Ribamar Daniel, presidente da Sociedade Cruz Santa do Afonjá e um dos 12 obás de Xangô do Ilê Axé Opô Afonjá, afirmou que, na próxima semana, deve viajar para Nazaré, junto com os advogados do terreiro, para resolver a situação que envolve a ialorixá e a psicóloga. Ele disse ainda que Mãe Stella tem obrigações dadas por Xangô: 
“Não temos nada a ver com a vida pessoal de Mãe Stella, mas como sacerdotisa da casa, ela tem obrigações dadas por Xangô”, falou o representante do terreiro, que reclama ainda o fato de Graziela estar respondendo por funções religiosas que não são suas. “Ela tinha o cargo de Iya Egbé, que é mãe da comunidade, no entanto, ela tirou os santos da casa e colocou num espaço onde se coloca o santo de que morre, o ojobó, por isso mesmo, ela não tem mais nenhuma função na casa”, completou Ribamar. Graziela afirmou que isso não passa de difamação e que os trabalhos realizados nos assentamentos foram feitos por orientação do jogo oracular na presença da ialorixá e da Mãe Pequena (Iya Kekerê). “Já estão questionando as decisões da Mãe de Santo, agora vão questionar as decisões dos orixás? Sou eu mesma quem desrespeito as tradições e a hierarquia?”, questionou a psicóloga, na carta. 
Em junho deste ano, a coluna Satélite, do CORREIO, noticiou com exclusividade que familiares de Mãe Stella haviam pedido intervenção do Ministério Público (MP-BA) para ter acesso à ialorixá. Também ontem, a ex-companheira de Mãe Stella e ialorixá do Ilê Axé Asiwaju, Cléo Martins, gravou um vídeo empenhando seu apoio à comunidade do Afonjá e garantindo que Mãe Stella não deixaria o terreiro de livre e espontânea vontade. Na ausência de Mãe Stella, quem assume o terreiro interinamente é a Iya Kekerê da Casa. Em caso de falecimento, o terreiro fica de luto por um ano. Completado o período, um sacerdote indicado pela comunidade faz o jogo de búzios para indicar a sucessora que irá assumir o lugar deixado pela ialorixá. “Mãe Stella não preparou ninguém para substituí-la, não indicou ninguém para fazer o jogo e isso vai gerar muito conflito na comunidade, por isso, precisamos resolver isso o quanto antes”, finaliza Ribamar.
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