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Diretor do Museu Afro Brasil é acusado de assédio sexual por ex-funcionário

Divulgação | Museu Afro Brasil

O diretor do Museu Afro Brasil, o baiano e ativista do movimento negro, Emanoel Araújo, 77 anos, é acusado de assédio sexual por um ex-funcionário do espaço. Raphael Arruda usou o perfil do Facebook para relatar os abusos sofridos pelo ex-chefe. No desabafo, postado na segunda-feira, 26, Arruda classificou Emanoel como um ser de "comportamento predatório, narcisista e que ataca diretamente a afeição e a autoestima das pessoas a sua volta". 
Ele escreveu que "o Sr Emanoel faz um espetáculo com o assédio, nada do que estou relatando aqui é segredo é sua conduta é conhecida, assim como dos notórios assediadores que ganharam manchetes nos últimos meses". Arruda ainda chegou a listar quatro situações constrangedoras que disse ter passado com o baiano. Numa delas, ele afirma que o diretor tocou nas suas genitais. "1-Ele me viu passando no corredor estreito e veio para cima de mim, falou algumas coisas e lambeu a minha orelha;

2 - Durante uma abertura de exposição pede para um amigo dele tirar uma foto minha (sem meu consentimento) e diz que era para se masturbar depois;

3- Disse que o dinheiro que gastaria para trocar seu carro preferia gastar para ter meu corpo. Claro e fizeram frente a outras pessoas;

4- E claro já me tocou nos genitais".

Em outro trecho, ele também afirmou que outros funcionários já foram vítimas do diretor e por isso ele achou importante se posicionar sobre o caso. "Após ver os relatos de outros funcionários e de perceber que a mesma estrutura que o protege e relativiza abuso segue vigente, resolvi compartilhar o meu relato que espero que ajude outras pessoas a denunciar esse tipo de coisa", relatou. A Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, por sua vez, informou ao portal que "por se tratar de acusações sobre uma conduta pessoal do diretor, somente a assessoria do museu ou o advogado dele poderá se pronunciar sobre o caso". 
 Por meio do advogado Belisário Júnior, o diretor nega qualquer tipo de assédio. "O sr. Emanoel Araújo recebe com indignação a publicação de novas declarações sem qualquer respaldo em prova ou em denúncia contemporânea aos fatos relatados. Ou seja, se baseiam somente em relatos pessoais, sem conteúdo fático. Um denunciante era irmão de Renata Felinto, criticada em programa Roda Viva, conforme já informado. Outro denunciante nunca trabalhou no Museu. 
O novo denunciante, sr. Raphael, era considerado mau funcionário a ponto de ter sido demitido exatamente em razão de descumprir com suas obrigações. Somou, em curto espaço de tempo, cinco advertências e duas suspensões dadas por faltas, atrasos injustificados e por desobediência às regras do museu, todas registradas por sua chefia imediata. Causa estranheza também se falar em espaços restritos e apertados. O Museu não tem espaços físicos como o descrito na denúncia. 
Suas paredes são de vidro. Os corredores de obras de arte são pensados para ampla circulação de público, inclusive de cadeirantes. Isso pode ser conferido in loco. A sra. Ana Lucia Lopes, coordenadora de Atividades do Museu, já foi procurada e nega que haja ambiente de assédio. Lamentamos que se dê espaço a falas são vis, sem qualquer suporte fático e que denigrem uma figura pública, defensora da negritude, de sua cultura e seus valores". O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a exclusão das postagens que acusam Emanoel de assédio e proibiu a realização de novas publicações, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. (A Tarde)
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