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Após 7 anos, Justiça do Líbano devolve a mãe brasileira a guarda de filha sequestrada pelo pai

(Foto: Marcelo Brandt/G1)

Após sete anos e dez mil quilômetros de distância, a Justiça do Líbano decidiu devolver a uma mãe brasileira a guarda da filha, sequestrada pelo pai libanês em São Paulo. Gabriella Carvalho Boutros tinha 5 anos quando o empresário Pedro Boutros Boutros pegou a criança em São Paulo, em 12 de março de 2010, para passar o final de semana com ele. Dois dias depois, a menina deveria ter sido devolvida à estudante de administração Claudia Dias de Carvalho Boutros. “Às 5 horas da tarde, eu arrumei, coloquei a roupinha que ela gostava, era uma tarde de verão. Coloquei a sandalinha que ela gostava, uma bolsinha... arrumei as coisas dela, e às 6 horas da tarde, do mesmo dia, o Pedro chegou pra pegar a Gabriella pra passar o final de semana com ele”, disse Claudia, de 39 anos, ao G1. “Eu a entreguei aqui na casa da minha mãe mesmo. 
Fui entregá-la pra ele, e... ela me deu um último beijo, né?! E eu dei um beijo nela. Falei: ‘filha, a mamãe te ama. Depois você já tá com a mamãe. Qualquer coisa liga pra mamãe’”, lembrou a mãe da garota. Mas em vez de devolver a menina no horário combinado, o homem foi de carro até Foz do Iguaçu, no Paraná, entrou no Paraguai, pegou um avião até a Argentina. De lá, seguiu em um voo até a França, onde embarcou em outra aeronave até Beirute, capital libanesa. A garota, atualmente com 13 anos, mora com o pai em Trípoli, onde aprendeu árabe e quase não fala português. Separado de Claudia, Pedro não tinha autorização para deixar São Paulo com Gabriella à época. A Justiça de São Paulo permitia que ele visse a filha quinzenalmente. “Quando ele pegou a Gabriella, eu já senti meu coração muito apertado”, disse a mãe. 
Sequestro: Como não concordava com a separação e as condições de visitação, o empresário decidiu sequestrar a menina e viver com ela no Líbano, país onde ele nasceu. Para atravessar a fronteira brasileira, teria até mesmo falsificado a identidade da filha. “A primeira coisa que veio na minha cabeça é que tivesse havido uma tragédia na estrada. Só que foram se passando os dias, e nada. Sem ligação, sem informações, e eu pedindo a Deus, implorando pra dar uma luz, um caminho”, disse Claudia, que procurou a Polícia Civil para ajudar a encontrar a filha e o ex-marido. O passaporte de Gabriela é uma das lembranças que ficou com a mãe, além de fotos e vídeos. O caso foi registrado no Brasil como subtração de incapaz.
A Justiça em São Paulo determinou então que Pedro devolvesse a criança à Claudia. Acionada, a Interpol (polícia internacional) descobriu para onde Gabriela foi levada e colocou as fotos do pai e da menina no site de procurados pela Parental Child Abduction (algo como sequestro de filho por um dos pais, numa tradução livre do inglês para o português). “E eu levei três meses pra saber que ela estava no Líbano. E ele levou três dias pra sair daqui do Brasil. E eu ficava indignada porque os documentos da Gabriella, passaporte da Gabriella, tudo tava comigo”, disse Claudia. Ela também criticou o fato de Pedro não falar mais português com a menina, dificultando as vezes que tinha autorização dele para conversar com a filha pelo WhatsApp. “Por conta disso, ficou muito difícil nosso contato porque o pai dela não facilitou nenhum momento a nossa comunicação”. (G1)
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