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A VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA

Maria Reis Gonçalves - Tia Nem.

Todos os dias e em todos os meios de comunicação, não importando qual seja o que você está vendo ou lendo, sempre encontramos algo sobre um crime.
Hoje, a violência impera entre todas as outras noticias, até mesmo as dessa nossa política tão nefasta. São assaltos, assassinatos, agressões, roubos, alunos alvejados, professores agredidos, trabalhadores assassinados, pobres e ricos na mesma dança macabra da violência urbana. 
O repertório da violência é grande e os cenários diversificados. E dentro dessa guerra sem fronteiras, o povo se sente impotente e desprotegido. E todos os dias ficamos sabendo de casos de barbárie que tornou-se onipresente em nosso cotidiano. Essa é uma oportunidade que temos para pensar o que está acontecendo com o ser humano. 
A violência sempre existiu e conseqüentemente, é algo que faz parte da nossa vida, para alguns estudiosos a violência é um mal necessário para nossa estrutura, seja psicológica, física, social, sexual, etc. O estudiosos sociais nos falam que o Estado só consegue existir a partir do monopólio da violência. Porém, são as regras sociais, os direitos individuais que inibem a prática da violência e em troca acreditamos nas promessas do Estado como órgão zelador maior dos nossos direitos fundamentais, principalmente o direito à vida. Por isso os assassinatos e homicídio causam tanta revolta no ramo do direito. e dos meios de comunicação. No entanto essa promessa está a cada dia mais fragilizada. O Estado se deixou dominar e já não consegue alcançar determinados espaços no meio social. Seja por negligenciar o seu papel educacional, seja por falhas no papel econômico. 
O Estado deixou que os chamados "Estados Paralelos" buscassem o domínio sobre essa violência que impera no nosso meio, fora a ganância, a vaidade, a luta pelo poder que tomou conta dos responsáveis por legislar as Leis do nosso país e com isso começaram a aparecer as milícias. Elas são consequências da não presença do Estado protetor, assim o povo passou a se submeter a lei dos mais fortes e hoje os mais fortes são os bandidos, que bem armados, matam, estupram, roubam, agridem e sobrevivem ao meio da impunidade. A violência desenfreada que vivemos, talvez seja o sintoma mais claro da nossa degradação moral. E a população já não consegue agüentar mais, ninguém agüenta esse empurra, empurra sobre quem é o responsável por coibi-la. O povo começa a pedir socorro e até agora não conseguiu respostas. Sabemos que todos nós temos a nossa culpa em relação a violência, e essa certeza é que nos une, na tentativa de solucionar o problema, através de leis mais rígidas e atuações mais profícuas da justiça, punindo ou prevenido novas ondas de terror. A violência "nossa" de cada dia, antes de agredir aos outros, agride a cada um de nós, pois nos tira a nossa essência humana, nossa capacidade de entender o que é certo, o bonito, o real, o justo e a condição de sermos melhores. Ela se disfarça e quando menos esperamos bate a nossa porta. Porém, devemos tratá-la como indesejável. E nunca esquecer os nossos valores morais, nossa honra e a nossa humanidade.

Por Maria Reis Gonçalves - Tia Nem.
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